RESENHA | Até o Último de Nós - Freida McFadden
Título: Até o Último de Nós
Autor(a): Freida McFadden
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Ano: 2025
Sinopse: Claire Matchett vive uma grave crise no casamento e está se sentindo totalmente sobrecarregada pela criação dos dois filhos.
Com a viagem de férias que se aproxima, ela vê uma chance de resgatar a cumplicidade com o marido e ter um respiro da rotina estressante. Junto com dois casais de amigos, eles vão passar uma semana em uma pousada de luxo isolada e cercada pela natureza.
A apenas três quilômetros do destino, em uma estrada de terra deserta, o carro de Claire morre. Como não há sinal de celular, os casais são obrigados a seguir a pé.
O problema é que no meio da mata não é tão fácil se localizar quanto achavam que seria. Depois de algumas horas, o grupo está perdido.
Enquanto entram cada vez mais na floresta, eles vão sendo abatidos misteriosamente, um por um. Será que estão sendo perseguidos por algum animal selvagem? Ou estão sendo caçados por alguém do próprio grupo?
Seja qual for a resposta, uma coisa logo fica clara: apenas um deles vai voltar vivo para casa.
Até o Último de Nós traz aquela proposta que já dá um arrepio logo de cara: um grupo de amigos, uma viagem que deveria ser tranquila e um isolamento completo que transforma tudo em um jogo de sobrevivência. Acompanhamos Claire, que já começa a história emocionalmente desgastada, tentando lidar com um casamento em crise e a pressão da maternidade, enquanto enxerga na viagem uma chance de reconexão, ou pelo menos um respiro.
Mas o que era pra ser um refúgio logo se transforma em um pesadelo. A poucos quilômetros do destino, o carro quebra, o sinal desaparece e o grupo se vê obrigado a atravessar a mata a pé. É nesse cenário que a tensão cresce: a floresta deixa de ser só ambientação e passa a ser quase uma personagem, sufocante e imprevisível. E quando eles percebem que estão perdidos, a sensação de perigo se intensifica, principalmente quando começam a desaparecer, um por um.
A escrita da Freida continua sendo um dos pontos mais fortes pra mim. Ela tem aquele talento de me prender do início ao fim, criando dúvidas constantes e me fazendo desconfiar de todo mundo. É o tipo de leitura que flui fácil e te mantém curioso, mesmo quando a história não está te conquistando completamente.
Mas, dessa vez, senti que minhas expectativas estavam altas demais. A protagonista não me conquistou, na verdade, achei a maioria dos personagens bem rasos, o que acabou dificultando qualquer conexão emocional com o que estava acontecendo. Em um thriller como esse, isso pesa bastante.
No fim, foi uma leitura envolvente, mas que não se destacou entre os meus favoritos da autora. Prende, intriga, mas não marca.
Esse livro funcionou pra vocês?
Beijos!

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