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Olá leitores do Lost Words, como vocês estão?
No começo do mês o Fernando trouxe um post falando sobre a literatura nacional (aqui), o preconceito, e a dificuldade que os autores encontram no mercado editorial.

Hoje é a minha vez (nada melhor do que falar de literatura nacional no dia Mundial do Livro né?) concordo com tudo o que o Fernando falou, somente vou complementar algumas coisas, e falar como entrei nesse mundo lindo da literatura nacional <3


Na foto acima Luna e Tim-tim estão mostrando alguns nacionais que eu tenho haha
Alguns chegaram depois que eu tirei a foto, e tenho vários ebooks também. E não, não são somente livros de parcerias, muitos eu comprei, e muitos ainda quero comprar, pois eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: TEMOS LIVROS INCRÍVEIS AQUI, inclusive meu autor favorito é brasileiro, e meu livro favorito (Relatos de Sangue), se passa no interior de São Paulo.
Eu amo quando os livros são retratados no Brasil, tem o nosso cenário, nossos costumes, nossa tradição <3

Bom, eu sempre gostei muito de ler, na minha escola eu pegava sempre os maiores livros na biblioteca, mas não gostava nada quando era obrigada a ler algum clássico nacional, sim 'obrigada', porque os professores faziam provas, e trabalhos, e isso me fazia perder a vontade de ler, a linguagem não me agradava e infelizmente eu acreditei que a literatura nacional era somente isso: clássicos.
Não estou desmerecendo eles, inclusive hoje eu gosto muito, mas a diferença é que leio por prazer, e não por obrigação, então os clássicos acabaram ganhando um lugarzinho especial na minha vida.

Quando comecei o ig (@lostwordsblog) em 2012, meu foco era nos estrangeiros, nunca pensei que teria um feed no Instagram com tantos nacionais. Mas aos poucos eu fui percebendo o tesouro que temos aqui, fui me apegando a personagens, escritas, histórias que me deixavam vidrada, sem dormir para ler até a última página.

O Instagram me trouxe tantas coisas boas nesses quase cinco anos, entre elas a valorização da nossa literatura, não vou ser hipócrita e dizer que só leio nacionais, lógico que não, tem autores estrangeiros que eu adoro também, mas assim como existem nacionais bons e nacionais ruins, também existem muitos livros estrangeiros que deixam (e muito) a desejar.

Além de comprar livros nacionais, existe inúmeras formas de ajudar seu autor favorito, e automaticamente ajudar na valorização da nossa literatura.
Perguntei a alguns autores 'Além de avaliar seus livros no skoob, wattpad e Amazon, em quais outros meios o leitor pode ajudar?' a seguir algumas respostas:



Jonas Zair - Autor de Relatos de Sangue

"Apesar das redes sociais serem o centro de quase todos os assuntos mundiais, acredito que a melhor forma de um leitor ajudar um autor, é fazendo uma indicação pessoal a amigos, parentes, colegas de escola, faculdade ou trabalho. A indicação boca a boca é poderosa. É muito mais fácil alguém levar em conta suas impressões dessa forma do que nas redes sociais, embora ainda sejam muito importantes. Sempre é muito válido as avaliações em sites como Amazon, ou Skoob. É um erro pensar que você só ajuda um autor se fizer com que as pessoas comprem o livro. O importante para o autor, é que o trabalho dele fique em evidência, e isso ajuda muito. Mesmo que seja emprestando o livro. O que o autor realmente quer, é que sua história seja lida pelo máximo de pessoas possíveis. Outra forma de ajudar o autor é dando seu feedback. Nem todos gostam, é verdade. Mas, eu, particularmente adoro quando um leitor ao terminar de ler meu livro me destaca o que gostou ou até mesmo o que não gostou. Isso faz com que o autor ganhe maturidade e desenvolvimento na escrita. Então resumindo é isso. Ajuda muito as indicações pessoais, e a opinião crítica, contanto que tenham bases e fundamentos, para que o autor possa ver seus pontos a melhorar. Uma boa crítica é aquela que edifica e ajuda o autor, mesmo que seja negativa. Se você gosta muito de um livro, não guarde essa experiencia só para você, faça com que mais pessoas tenham oportunidades de se divertirem, emocionarem e se aventurarem."




Ed. S. Júnior - Autor de Jardim para Borboletas Mórbidas

"Acredito que a ótica crítica do leitor também pode ajudar o autor a crescer. O leitor pode criar grupos para discutir sobre o tema do livro e também criar resenhas sobre os principais trechos da obra."





Patrick Correa - Autor de Elise e o Silêncio da Morte

"O importante para um autor é fazer um bom trabalho, o restante deve vir em seguida, com o reconhecimento dos leitores. Cada vez que um leitor indica nosso trabalho, cada vez que alguém lê uma de nossas criações, contribui para nos manter visíveis e passar isso para outros leitores conhecerem um pouco mais dos universos que criamos."



Ully Kety - Autora de Alice e Nicole

"No meio Literário, o leitor é o alicerce do autor. É com ele que temos nossas primeiras experiências no meio Literário, e a forma que ele nos vê, ou a nossa obra, interfere de forma direta nosso trabalho. Além de avaliar as nossas obras entre outras coisas, acredito que a melhor forma do leitor estar ajudando o autor é estar presente, sabe? Eventos literários, redes sociais. O contanto direto, ou até indireto é muito importante. Estimula o autor, ainda mais o nacional que precisa de apoio demasiado.  E a outros próximos, que muitas vezes nem conhece a obra, mas vendo tamanha admiração de um leitor, acaba se achando na necessidade de ler a obra também."

André Regal - Autor de Mirta Vento Amarelo 

"Além disso tudo (que eu também listaria), acho que compartilhar algumas publicações já ajuda muito. Postar fotos nas redes falando sobre o livro e tal... Claro, além de adquirir o produto, que já é uma baita ajuda. Não tem receita não, porque essas coisas acontecem devagar mesmo, mas cada passo conta. Para mim o mais eficiente é o boca a boca (que hoje em dia é virtual né?), resenha, para mim é mais eficiente que impulsionar anúncio."



Fábio de Andrade - Autor de Sob os Olhos do Delírio


Via áudio no Whatsapp: "Acho que tem duas respostas gerais pra isso, uma é mais abrangente e a outra é um pouco mais íntima. Mas a abrangente, é de um modo geral o leitor incentivar a leitura, não só me indicando ou indicando autores parceiros, mas incentivar a leitura de um modo geral, comentando com amigos a importância de ler, a satisfação de ler, o prazer todo de ler né? Acho que são pontos importantes, que ajudam muito mais o Brasil em compensação também os leitores que estão inseridos nele. E de uma forma mais íntima, ajudando diretamente o escritor, ou a obra dele. Além da divulgação, claro que a divulgação é importante, pra gente chegar em editoras que tenham mais visibilidade né? Mas eu acho que absorvendo alguma mensagem importante do livro pra si entende? Aprender alguma coisa com aquele livro, acho que de um modo geral  ajuda bastante. É mais uma questão de satisfação, do que uma ajuda direta em sí."

Viu como é fácil ajudar nossa literatura? Hoje o blog e instagram é mais voltado para a literatura nacional, e quero continuar com esse objetivo, quanto mais gente apoiar, comprar, indicar, mais os autores vão ser valorizados, os preços dos livros baixam, e nós, leitores ficamos feliz haha

Gostaram dessa parte 2? Me conta aqui nos comentários seu livro favorito nacional, quem sabe trago resenha dele por aqui falando que foi indicação sua?

Obrigada a quem leu até aqui, e espero muito que esse preconceito com nossa literatura acabe <3

Beijos!

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Olá! Caros leitores, autores e amigos, o post de hoje é diferente das tradicionais indicações e resenhas. Hoje vou falar da literatura nacional, do preconceito que ela enfrenta diariamente.

Antes de explicar o motivo pelo qual resolvi escrever a respeito deste tema, vou contar um pouco da minha relação e trajetória com os nacionais.

Minha relação com os livros nacionais era muito pequena e tinha muito desconhecimento do tamanho de nossa literatura, mas isso mudou no primeiro mês de 2017, quando tomei conhecimento da saga A Arma Escarlate da autora Renata Ventura, que se tornou um dos meus livros favoritos e descobri tamanho potencial da nossa literatura. Descobri este livro por meio de um canal de Harry Potter do Youtube. Logo depois conheci um Instagram literário e fiquei fascinado com o mundo da literatura brasileira. Antes de tudo isso, eu conhecia e havia lido apenas os famosos ou clássicos do nosso mercado.

Optei por comprar mais um nacional, até então totalmente desconhecido pelo público em geral e coloquei outros vários na lista de desejados. E nesta mesma semana que fiz essa compra, tomei a decisão de começar o meu Instagram literário, o Sábio Leitor, isso em 19 de Maio de 2017, prestes a completar um ano agora em 2018. Fiz com o objetivo de divulgar as obras nacionais e assim permaneço até hoje.

No presente momento eu tenho mais de 50 livros físicos nacionais (na foto estão apenas alguns) e diversos ebooks. Esse montante representa mais da metade do meu acervo de livros. Eles são maioria na minha estante, tenho os estrangeiros também, mas estou dando um espaço maior para os autores brasileiros e não me arrependo disso. E não são somente livros de parcerias, tem muitos que foram comprados e tenho vários que ainda desejo comprar.


Vamos agora focar no mercado editorial de livros brasileiros. Temos hoje um grande números de editoras, muitas voltadas somente para o nosso mercado, e essa extensa gama de casas editoriais apenas ressalta a infinidade de livros e autores nacionais que temos. Vocês leitores sabem como funcionam as publicações? Em sua grande maioria são pagas, o autor desembolsa um grande valor para publicar o seu sonho e não ganha quase nada por isso. Isso soa um tanto estranho, não é? E muitos culpam as editoras, embora algumas não desempenham um trabalho satisfatório, a culpa não é delas. Apenas uma pequena parcela de autores consegue a tão almejada publicação tradicional, onde a editora aposta no talento deste escritor, publicando sem custos e repassando os royalties. E tais livros, em sua grande maioria, ficam com vendas restritas nas plataformas online, poucos ganham um espaço na estante da livraria física e apenas 3 ou 4, ocupam as bancadas principais, as quais tem custo altíssimo para as editoras.

E por que o cenário é dessa forma? Simplesmente porque não vende! Leitores em sua quase totalidade não compra nacionais! Então faço o questionamento, por que vocês leitores não compram e não lêem nacionais?

Os motivos que muitos alegam, foi o que fez eu decidir por essa publicação. Já vi várias pessoas alegando que o nacional é lixo, indo falar isso até para o autor, como pretexto para ganhar um livro, “pois nacional não deve ser comprado”. Tem também aquela frase clichê que todos já ouviram “é tão bom que nem parece nacional”. E ainda outros têm a audácia de pedir e distribuir pdf (apenas lembrando, segundo o Código Penal Brasileiro, pirataria é crime!). Em grupos do facebook, quando se divulga livro brasileiro, vejo diariamente, “só leio estrangeiro” ou “não leio nacional”.

Não consigo entender a falta de interesse e principalmente de respeito por obras nacionais sem nem mesmo conhecer. Podem me dar uma explicação plausível?

E se você leitor, só leu os clássicos e não gosta, dê oportunidade ao contemporâneo. Obras clássicas são muitas vezes cansativas e maçantes, reconheço a importância grandiosa das mesmas, mas normalmente são leituras que não agradam, diferente do livro contemporâneo.

Uma última coisa, livros nacionais são caros sim, mas novamente pela falta de venda necessita de preço maior para manter os custos. Com volume grandes de vendas, as tiragens serão grandes, já causando queda no preço de capa, e entrando mais capital, é possível trabalhar com valores mais flexíveis. Ainda temos o fator Correios, que ajuda a encarecer. 

Meu texto ficou longo, mas para aqueles que leram até aqui, muito obrigado, eu precisava falar tudo isso. E por favor, dêem oportunidade aos nossos autores e para ficar por dentro da nossa literatura, acompanhe sempre nós influenciadores literários.

E logo teremos #Parte2, com o texto escrito pela Aline!
Até mais!
Fernando. 
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A Blogueira:


About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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