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Título:
Tem Bicho
Autor(a): Guto Lins e Ziraldo 
Editora: Global Editora
Páginas: 36
Ano: 2026
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Tem livros que encantam pela história, outros pelas ilustrações. E tem aqueles que conseguem fazer as duas coisas de uma maneira tão simples e bonita que é impossível não se apaixonar.

Sempre fui apaixonada pelo trabalho do Ziraldo, então encontrar suas ilustrações dando vida a uma nova obra foi um verdadeiro presente!

Em Tem Bicho, Guto Lins brinca com as palavras, os sons e as características dos animais, criando versos divertidos que ganham ainda mais encanto quando encontram os traços tão característicos de Ziraldo. É aquele tipo de leitura que parece simples à primeira vista, mas que carrega uma criatividade enorme em cada página.


E acho que é justamente aí que mora a beleza do livro: na capacidade de transformar coisas tão comuns, como um pescoço comprido ou um rabo diferente, em uma brincadeira cheia de imaginação. As rimas dão ritmo à leitura, enquanto as ilustrações fazem a gente querer observar cada detalhe.

O livro também marca o início da coleção Tem Zira, que dá novos caminhos às ilustrações deixadas por Ziraldo. E que maneira bonita de manter sua arte viva e apresentá-la a novas gerações!


É uma obra curtinha, delicada, divertida e visualmente encantadora. Daquelas que nos lembram que a literatura infantil não precisa de grandes histórias para despertar grandes sentimentos.

Eu, que já tinha um carinho enorme pelo Ziraldo, terminei a leitura ainda mais apaixonada por seu universo. As ilustrações, os versos, as cores... tudo é um convite para voltar a ser criança por alguns instantes.


Uma leitura para os pequenos, mas que também é um presente para os adultos que nunca perderam a capacidade de se encantar.

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.
Use o cupom lostwords25 para garantir 25% de desconto na loja da Editora Global.

E por aí, qual livro do Ziraldo marcou a sua infância ou conquistou seu coração?
Beijos!
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Título: Navegando na Internet
Autor(a): Shona Innes
Editora: Gaudí Editorial
Páginas: 34
Ano: 2026
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Quem nunca olhou para uma poça d’água e pensou que ela era rasinha, mas acabou descobrindo que era muito mais profunda do que parecia?

É justamente com essa comparação que Shona Innes apresenta às crianças os perigos que podem existir na internet. Afinal, assim como as poças, o mundo digital pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nem sempre sabemos o que vamos encontrar.

Em Navegando na Internet, acompanhamos uma reflexão sobre as possibilidades que a internet oferece, desde aprender coisas novas até se divertir e conversar com outras pessoas. Mas a autora também mostra que é preciso ter cuidado, pois nem tudo é tão seguro quanto parece.


O que mais gostei na leitura foi justamente a forma como um assunto tão importante é abordado de maneira simples e fácil de compreender. A comparação com as poças d’água funciona muito bem, especialmente para o público infantil, pois mostra que algo aparentemente inofensivo também pode esconder perigos.

Acredito que seja um daqueles livros que deveriam ser lidos junto com as crianças, abrindo espaço para conversas sobre segurança, confiança e os cuidados necessários ao navegar pela internet.

E não posso deixar de mencionar as ilustrações de Írisz Agócs, que são lindas e deixam a leitura ainda mais encantadora!


É um livro curtinho, delicado e que traz uma mensagem extremamente necessária, principalmente em uma época em que as crianças têm contato com o mundo digital cada vez mais cedo. 

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.
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E por aí, vocês costumam conversar com as crianças sobre os perigos da internet?
Beijos!
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Título: O Oficial Vermelho
Autor(a): Mayu Kiryu
Páginas: 265
Ano: 2026
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Sinopse: Nas ruínas de Berlim em 1945, logo após a queda do Terceiro Reich. Yulia Schulz, uma jovem de 20 anos, filha de um Standartenführer da SS, um homem odiado pelo mundo por seus crimes contra a humanidade. Capturada pelos soviéticos, ela se torna prisioneira de Kholin, um oficial da NKVD implacável, que vê nela não apenas uma inimiga, mas um troféu vivo da vitória vermelha.



Uma leitura dolorosa, crua e intensa.

Logo no início, a autora alerta sobre os conteúdos sensíveis presentes na história, como vi0lência física e psicológica, 3stupr0 e traumas de guerra. Acho esse aviso muito importante, porque estamos diante de uma história pesada e que não tenta romantizar os horrores daquele período.

A trama se passa em 1945, logo após o fim da gu3rra. Yulia é uma jovem alemã de apenas 20 anos que está sozinha em meio aos escombros, tentando sobreviver e encontrar as pessoas que ama, até ser encontrada por Kholin, um oficial da NKVD.

No início, ele é ríspido e bruto, e Yulia é praticamente um troféu para ele. Mas, aos poucos, ele começa a enxergar além disso e perceber que, mesmo perdida em meio a tudo o que está acontecendo, ela é forte e não desiste facilmente.

Gostei muito da forma como a autora retratou o pós-guerra: de maneira crua, sem tentar suavizar aquela realidade e sem romantizar nem mesmo o relacionamento que vai se desenvolvendo aos poucos.

Yulia me conquistou muito durante a leitura, principalmente pelo amor que sente pela melhor amiga. Mesmo depois de tudo o que enfrenta, ela não desiste dela. E teve uma perda em especial que me destruiu... chorei junto com a Yulia.

Além de me envolver emocionalmente, foi um livro que me fez conhecer mais sobre aquele período e, principalmente, sobre a realidade enfrentada por muitas mulheres depois da guerra.

Gostei bastante da escrita da autora, que conseguiu me transportar para dentro da história e me fazer sentir muita coisa durante a leitura.

Ah, e temos algumas cenas quentes também… então quem gosta vai aproveitar esses momentos. 😂🔥

Uma história pesada, intensa e envolvente, que conseguiu me emocionar e ainda me ensinar bastante.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited!

Gostaram da premissa? Leriam?
Beijos!
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Título: A Fera de Três Faces
Autor(a): Ana Flávia G. Machado
Páginas: 483
Ano: 2025
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Sinopse: Após 28 anos isolado, o Grão-Duque de Draíochtach decide abrir as portas de seu palácio para um baile de máscaras de sete noites para os jovens da corte. Fadada à se comprometer a um possível casamento enfadonho e arranjado por conveniência, Ariyah Clé e seu irmão, Diarmaid, selam um acordo para mudar o destino da jovem: se durante o baile Ariyah encontrar um novo pretendente – de status igual ou maior que seu atual prometido – estará livre para casar-se com quem escolher. Ariyah Clé, que por anos esperou pela sua chance de retornar à vida da sociedade nobre, sente que este baile poderá mudar sua vida e, quem sabe, ser seu ingresso para um mundo mais livre.

Como esperado por todos, o baile do misterioso Grão-Duque se revela ser totalmente rico em exuberância. Com comidas e bebidas saborosas e atrações excêntricas, nada parece chegar aos pés do capricho das fantasias que o nobre providenciou para seus criados e para si mesmo. Vestindo o que seria uma fantasia peculiar com uma máscara de coelho, cobrindo toda sua cabeça, e uma cauda de leão presa em sua calça, o Grão-Duque faz uma referência direta a seu nome: Bunny-Lion. Seus criados, por sua vez, seguem a mesma proposta e exibem máscaras de animais que preservam totalmente suas verdadeiras identidades; sendo algumas mais intimidadoras do que outras.

Entre noites de dança e romance, a jovem Clé irá perceber que nem todos os contos de fadas são belos, e podem se tornar extremamente violentos e sombrios. Quando as máscaras caírem, nada impedirá o sangue de ser derramado e escolhas difíceis deverão ser tomadas.


Após 28 anos isolado, o misterioso Grão-Duque de Draíochtach decide abrir as portas de seu palácio para um baile de máscaras que durará sete noites.

É nesse baile que Ariyah Clé enxerga uma chance de escapar de um casamento arranjado: se encontrar um pretendente de status igual ou superior ao seu atual noivo, estará livre para escolher com quem quer se casar.

Mas aquele está longe de ser um baile comum. O próprio Grão-Duque esconde o rosto sob uma enorme máscara de coelho e usa uma cauda de leão, enquanto seus criados também assumem figuras de animais. E, por trás de toda a beleza e exuberância das festas, existe algo muito mais sombrio esperando para vir à tona.

E gente... EU ESTOU APAIXONADA POR ESSE LIVRO.

Foi uma daquelas leituras de “só mais um capítulo” que terminou comigo acordada até de madrugada, e depois ainda sonhei com o Grão-Duque.

A escrita da autora é muito fluida e instigante. Os personagens são muito bem construídos e adorei principalmente o espaço dado aos secundários, porque vários deles têm importância de verdade na história. Também amei os cenários e toda a atmosfera criada; em vários momentos conseguia me imaginar ali ao lado da Ariyah.

Desconfiei de algumas coisas pelo caminho, mas isso não impediu que as revelações me pegassem de jeito. Amei personagens, odiei outros, fiquei tensa, me arrepiei e senti MUITA coisa durante essa leitura.

E o final? Para mim, perfeito.

⭐ 5/5 + favoritado!

Só não sei o que diz sobre mim o fato de, depois de tudo, eu ter terminado apaixonada pelo Bunny-Lion.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited!

Depois dessa resenha: você aceitaria um convite para esse baile?
Beijos!
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Título: Bebê Antirracista
Autor(a): Ibram X. Kendi
Editora: Gaudí Editorial
Páginas: 32
Ano: 2026
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Bebê Antirracista parte de uma ideia tão simples quanto importante: ninguém nasce racista ou antirracista. Esses comportamentos são aprendidos e, justamente por isso, a educação pode ter um papel fundamental na construção de uma sociedade diferente.

Ao longo do livro, Ibram X. Kendi apresenta nove passos para introduzir o antirracismo desde a infância. Em vez de tentar esconder das crianças assuntos considerados difíceis, como racismo, desigualdade e injustiça, a obra propõe exatamente o contrário: conversar sobre eles de uma maneira adequada à idade, ensinando as crianças a reconhecer diferenças sem transformá-las em motivos para discriminação.


Uma coisa que gostei bastante é que o livro não fica apenas naquela mensagem genérica de que “somos todos iguais”. Ele reconhece que as diferenças existem e mostra que o problema está na maneira desigual como as pessoas podem ser tratadas por causa delas. Também fala sobre identificar o racismo, não permanecer em silêncio diante dele e compreender que algumas desigualdades são resultado de questões sociais e políticas, e não das próprias pessoas.

Apesar de abordar um assunto complexo, a leitura é muito simples. Os textos são curtos e as ilustrações de Ashley Lukashevsky são coloridas, expressivas e cheias de diversidade, deixando tudo mais próximo do universo infantil. Ao mesmo tempo, acredito que algumas ideias ainda precisam da participação de um adulto para serem compreendidas pelas crianças, o que acaba transformando o livro em um ponto de partida para conversas entre pais, responsáveis, educadores e pequenos leitores.

Mais do que ensinar crianças a “não serem racistas”, Bebê Antirracista defende uma postura ativa: perceber injustiças, questioná-las e ajudar a transformá-las. É um livro pequeno e de leitura rápida, mas que carrega uma mensagem enorme sobre educação, respeito e sobre o tipo de sociedade que queremos construir para as próximas gerações.

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.
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Jáleram? Me conta!
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Título: Isla Disse que Vinha
Autor(a): Ellen Reys
Páginas: 104
Ano: 2026
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Depois de anos longe de Afuá, no interior do Pará, Isla retorna à cidade após a morte da mãe, Lourdes, para cuidar da casa que ficou para trás. Entre objetos, lembranças e um cotidiano que ainda parece carregar a presença dela, Isla começa a reconstruir os últimos anos da mãe, uma mulher cuja memória se desfazia aos poucos, mas que continuava esperando pela volta da filha.

Isla disse que vinha fala sobre luto, memória, ausência e espera de uma maneira muito delicada. E o que mais me tocou foi justamente como sentimentos tão grandes aparecem nas coisas mais simples do cotidiano.

A relação entre Isla e Lourdes é muito humana. Existe amor, mas também distância, culpa, promessas adiadas e aquela sensação de pensar que sempre podemos deixar para depois.

Teve uma descoberta em especial, envolvendo coisas que Lourdes continuava separando para quando a filha voltasse, que acabou comigo. É uma tristeza tão silenciosa que não precisa de grandes acontecimentos para doer.

Também amei como Afuá faz parte da história: a água, as passarelas, os barcos e seus motores ajudam a construir essa atmosfera melancólica e cheia de memória.

Foi uma leitura delicada, triste e muito bonita, daquelas que terminam, mas continuam com a gente por um tempo.

Eu sempre brinco que eu leria até a lista de compras da Ellen, e esse livro mostra mais uma vez isso, essa mulher escreve MUITO <3

Já leram? Me conta!
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Título: Amor Nazista: Amor ao Extremo
Autor(a): Valmir Tavares Diniz
Páginas: 301
Ano: 2026
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A história nos leva para um período marcado pela gu3rra, onde a vida é atravessada pelo medo, pelas perdas e por um preconceito que parece determinar até mesmo quem pode ou não amar. É nesse cenário que conhecemos Marianna e acompanhamos sua trajetória, suas relações, sua fé e as escolhas que vão moldando quem ela se torna.

Ao longo da história, o amor vai ganhando espaço de uma maneira nada simples. Existe amizade, reencontro, sentimentos que resistem ao tempo e, ao mesmo tempo, uma realidade que torna tudo muito mais difícil. O romance não acontece em um cenário confortável; ele precisa sobreviver em meio à guerra, ao preconceito, às perdas e a situações que colocam os personagens à prova.

Esse foi meu primeiro contato com a escrita do autor e posso dizer que gostei muito da experiência. Acompanhar Marianna foi uma das partes que mais me tocou. Me senti muito próxima dela e gostei de observar seu amadurecimento ao longo da narrativa, sua dedicação, sua força e, principalmente, sua fé.


A fé também é uma presença muito bonita na história. Ela não aparece como uma solução mágica para impedir que os personagens sofram, mas como algo que permanece justamente nos momentos em que tudo parece perdido. Achei interessante a forma como o autor trabalha isso sem tirar o peso das situações vividas por eles.

E sofrimento não falta nessa história. O autor aborda esse período difícil de forma crua, sem romantizar as circunstâncias, e isso fez com que alguns momentos fossem especialmente dolorosos para mim. Chorei em vários deles porque, quando você já está envolvida com os personagens, determinadas perdas e escolhas realmente doem.

No fim, Amor Naz1sta: Amor ao Extremo foi uma leitura que me fez sentir muito. É uma história de amor, mas também de dor, sofrimento, preconceito, fé, perdas e resistência. E talvez seja justamente essa mistura que torna a leitura tão marcante.


Uma leitura para sentir, e no meu caso, para terminar com lágrimas nos olhos.

Você leria uma história de amor em meio à gu3rra?
Beijos!
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Título: Quando A Primavera Chegar
Autor(a): Marina Colasanti 
Editora: Global Editora
Páginas: 112
Ano: 2017
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Eu amo intercalar leituras mais densas com livros de contos. Gosto dessa sensação de poder ler uma história, fechar o livro, deixar aquilo assentar um pouquinho e só depois partir para a próxima. E Quando a Primavera Chegar foi uma companhia deliciosa nesse sentido.

Ler Marina Colasanti também me trouxe uma sensação muito gostosa de nostalgia. Seus contos têm aquele quê de histórias que parecem ter saído de um lugar entre o sonho e os contos de fadas, onde coisas completamente improváveis simplesmente acontecem e a gente aceita. Não é preciso entender todas as regras daquele universo para entrar nele.

São histórias curtinhas, algumas mais delicadas, outras mais estranhas, que brincam com o fantástico e deixam pequenas sensações e reflexões pelo caminho. Foi uma leitura que me fez lembrar do quanto gosto de livros que não precisam explicar tudo e deixam espaço para a imaginação do leitor completar o restante.


E preciso falar da edição: é lindíssima! As ilustrações da própria Marina Colasanti deixam o livro ainda mais especial e combinam perfeitamente com essa atmosfera quase mágica dos contos.

Foi daquelas leituras para fazer sem pressa, um conto de cada vez, aproveitando um pouquinho daquele universo antes de voltar para a realidade.

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.
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Já lera? Me conta!
Beijos!
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Título: A Última Casa da Rua Needless
Autor(a): Catriona Ward
Editora: Jangada
Páginas: 352
Ano: 2022
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Terminei A Última Casa da Rua Needless, da Catriona Ward, hoje e ainda estou tentando digerir tudo o que li. Sério. Que livro foi esse?

Essa é uma daquelas histórias em que, quanto menos você souber antes de começar, melhor vai ser a experiência. Não procure explicações, não vá atrás de spoilers e, se possível, nem tente descobrir muito além da sinopse. Apenas leia, sinta e se deixe levar por essa narrativa completamente envolvente e perturbadora.

A história acompanha Ted, um homem com problemas de memória que vive no final de uma rua sem saída com sua filha adolescente, Lauren, e sua gata, Olívia. Onze anos atrás, uma menina desapareceu naquela região e Ted chegou a ser interrogado pela polícia. Agora, a irmã dessa menina se muda justamente para a casa ao lado, decidida a descobrir o que realmente aconteceu.

Parece simples? Não é. Nem um pouco.

Já aviso que em alguns momentos você não vai entender absolutamente nada. Vai questionar o que está acontecendo, em quem pode confiar e até aquilo que acabou de ler. Ao mesmo tempo, sua cabeça vai criar mil teorias tentando encaixar todas as peças.

E adivinha? Provavelmente nenhuma delas vai chegar perto de tudo o que essa história guarda.

Eu desconfiei de tanta coisa durante a leitura, mudei minhas teorias tantas vezes e, ainda assim, não estava preparada para onde a autora estava me levando.

É estranho, angustiante, confuso de propósito e daqueles livros que fazem você querer voltar em várias partes depois de descobrir a verdade, porque tudo começa a ganhar um significado diferente.

Definitivamente não é uma história para entender logo de cara. É uma história para experimentar.

E eu recomendo muito que você faça isso sabendo o mínimo possível.

Qual foi o último livro que conseguiu te enganar do início ao fim?
Beijos!
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Título: O Homem que Ficou para Guardar o Ódio
Autor(a): Ellen Reis 
Páginas: 209
Ano: 2026
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Esse é o tipo de thriller em que o crime assusta, mas o que os seres humanos fizeram antes dele consegue ser ainda pior.

A Ellen construiu uma história muito rica em detalhes. A ambientação em Marabá, em 1963, os antigos seringais, a forma como as pessoas viviam e, principalmente, as marcas deixadas por tudo o que aconteceu naquela região no passado fizeram com que eu mergulhasse completamente na leitura.

E foi uma daquelas leituras em que, além de acompanhar a história, senti que estava aprendendo. Existem muitos detalhes sobre a região, os seringais e aquele período que eu não conhecia, e tudo isso aparece de forma muito natural dentro da trama.

A história começa com um cr1me brutal: um homem é encontrado m0rto, amarrado a uma seringueira, e a investigação do delegado Aristeu começa a mexer em coisas que aquela cidade preferia continuar escondendo.

E quanto mais a trama revelava sobre o passado, mais difícil era não sentir raiva diante de tanta injustiça.

Conforme novos cr1mes acontecem e a investigação avança, começamos a entender o que aconteceu anos antes e por que existem tantos silêncios naquela cidade.

Algumas cenas me deram um arrepio genuíno. Outras me deixaram completamente indignada. E acho que uma das coisas que mais ficaram comigo depois da leitura foi justamente essa sensação de que seres humanos conseguem ser muito mais assustadores do que qualquer “monstro”.

Também adorei como o silêncio tem um peso enorme nessa história. Existe aquela sensação constante de que algumas pessoas sabem mais do que dizem, de que existem segredos enterrados ali há muito tempo e de que os cr1mes atuais estão obrigando todo mundo a olhar novamente para aquilo que tentaram esquecer.

A investigação, a tensão, a ambientação... tudo é muito palpável. Você sente o peso daquele lugar, dos acontecimentos e das coisas que ficaram sem ser ditas por tantos anos.

É um thriller, mas para mim foi muito além de descobrir quem está por trás dos cr1mes. É uma história sobre memória, injustiça, silêncio e sobre o que acontece quando o ódio encontra motivos suficientes para sobreviver ao tempo.

Uma das minhas melhores leituras do ano, sem dúvida.
Beijos!
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Título: O Gênio do Crime - Uma Aventura da Turma do Gordo
Autor(a): João Carlos Marinho 
Editora: Global Editora
Páginas: 144
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Sabe aquele livro que tem uma história super simples, mas que vai ficando cada vez mais divertida conforme o mistério cresce? Foi mais ou menos assim minha experiência com O gênio do crime.

Tudo começa quando uma fábrica clandestina passa a produzir justamente as figurinhas mais difíceis de um álbum de futebol. O problema é que quem completa o álbum ganha prêmios e, de repente, tanta gente começa a conseguir completar que Seu Tomé, dono da fábrica oficial, não tem mais como dar conta da premiação.

É aí que Edmundo, Pituca e Bolachão entram na história e decidem descobrir quem está por trás das falsificações. O que parecia ser um caso relativamente simples vira uma verdadeira disputa de inteligência, porque o responsável pelo esquema está sempre alguns passos à frente deles.

E essa foi a parte que mais gostei! É uma aventura cheia de pistas, planos e tentativas de enganar o tal “gênio do crime”, com algumas soluções bem criativas. É aquele tipo de história que faz a gente querer descobrir junto com os personagens qual será o próximo passo.


Mas tem uma coisa que não dá para ignorar durante a leitura: o livro foi publicado originalmente em 1969 e isso aparece bastante na forma como Bolachão é tratado. Existem várias piadas e comentários sobre o peso do personagem que hoje são claramente gordofóbicos e que me incomodaram em alguns momentos. Dá para entender o contexto da época em que a obra foi escrita, mas isso não faz com que essas passagens deixem de envelhecer mal.

Tirando essa questão, achei muito legal conhecer um clássico da literatura infantojuvenil brasileira que atravessou tantas gerações. A investigação é divertida, o mistério funciona e agora entendo um pouco melhor por que O gênio do crime marcou tantos leitores.

E preciso falar dessa edição também: a capa inspirada no filme está linda demais e deixou o livro ainda mais especial. É daquelas edições que dá vontade de ter na estante só de olhar.

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Já leram? Assistiram o filme? Me conta!
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Título: Afagos e Afins
Autor(a): Jairo Pereira 
Editora: Global Editora
Páginas: 176
Ano: 2026
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Afagos e Afins foi uma leitura que me fez pensar muito sobre a forma como lidamos com aquilo que sentimos, principalmente com as coisas que, por algum motivo, aprendemos a esconder.

Jairo Pereira escreve de um jeito muito próximo, quase como se estivesse conversando com quem está do outro lado da página. Seus poemas falam de vivências muito particulares, mas carregam sentimentos tão humanos que, em vários momentos, é fácil encontrar um pedacinho nosso entre os versos.


É uma leitura que passa pela dor sem fazer dela sua única morada. Há espaço para aquilo que machuca, para as marcas que ficam e para os dias difíceis, mas também existe carinho, humor, amor e vontade de continuar. E gostei especialmente disso: o livro não tenta convencer a gente de que tudo precisa ser superado ou esquecido para que possamos seguir.

Talvez algumas coisas simplesmente passem a fazer parte de quem somos.


A escrita de Jairo também tem uma sonoridade muito gostosa, daquelas que fazem alguns poemas pedirem para ser lidos em voz alta. E outros pedem justamente o contrário: silêncio, tempo e alguns segundos antes de virar a página.

Afagos e Afins me deixou com a sensação de que sentir profundamente não nos torna mais frágeis. Às vezes, permitir o afeto, aceitar o colo e continuar mesmo carregando algumas cicatrizes também são formas de força.


É um livro sensível, humano e daqueles que, vez ou outra, parecem encontrar exatamente uma parte nossa que estava precisando de um afago.

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Título:
Poema do Milho
Autor(a): Cora Coralina
Editora: Global Editora
Páginas: 32
Ano: 2005
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Há livros que contam uma história. Outros nos fazem sentir como se estivéssemos caminhando por ela. Poema do Milho é exatamente assim.

Com a sensibilidade que só Cora Coralina possui, cada verso transforma um gesto simples em algo grandioso. O milho deixa de ser apenas um alimento para se tornar símbolo de trabalho, tempo, memória, cuidado e esperança. É impossível ler sem pensar nas mãos que plantam, esperam, colhem e sustentam tantas vidas.

A escrita de Cora tem essa magia rara: parece simples à primeira vista, mas carrega uma profundidade que permanece com a gente muito depois da última página. Ela nos lembra da beleza que existe no cotidiano, nas tradições e na relação entre as pessoas e a terra, valorizando aquilo que tantas vezes passa despercebido.


E se os versos já emocionam por si só, as ilustrações de Lelis tornam a experiência ainda mais especial. Cada página é um convite para desacelerar e observar os detalhes. São desenhos cheios de vida, movimento e afeto, daqueles que fazem a gente parar a leitura por alguns minutos apenas para admirar cada traço.

É um livro curto, mas que deixa uma marca enorme. Uma obra para ser lida com calma, relida em diferentes momentos da vida e compartilhada com quem também acredita que a poesia pode nascer das coisas mais simples.

Poema do Milho é uma celebração da terra, da cultura popular e da delicadeza do olhar de Cora Coralina. Uma leitura que aquece o coração e nos faz lembrar que há beleza até no mais comum dos dias.


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Você já leu alguma obra da Cora Coralina? Quero saber qual mais tocou seu coração.
Beijos!
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Título: Rios de Estórias
Autor(a): João Guimarães Rosa
Editora: Global Editora
Páginas: 32
Ano: 2025
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Entre palavras que correm como água e imagens que respiram vida, Rios de Estórias, é uma travessia delicada pelo olhar de João Guimarães Rosa sobre a natureza. A obra reúne fragmentos de seus textos, costurados de forma a destacar a presença constante dos rios, dos animais e da paisagem viva que sempre pulsou em sua escrita. Não é uma narrativa linear, mas um convite: seguir o fluxo dessas imagens, quase como quem observa a correnteza e se deixa levar.

Ao longo das páginas, a natureza não aparece apenas como cenário, ela é personagem, linguagem e sentimento. Há um cuidado evidente em preservar a musicalidade e a força poética de Rosa, enquanto as ilustrações ampliam essa experiência, criando um diálogo bonito entre palavra e imagem.


O que mais me tocou foi justamente essa sensação de imersão silenciosa. É um livro que pede calma, que desacelera. Diferente de leituras mais diretas, aqui a gente não avança, a gente contempla. E isso pode ser tanto encantador quanto desafiador, dependendo do momento de quem lê.

Particularmente, achei a proposta muito sensível. Funciona quase como uma porta de entrada para o universo rosiano, especialmente para quem ainda não teve contato com sua escrita mais densa. Ao mesmo tempo, para leitores já familiarizados, é uma forma de revisitar essa linguagem tão única sob uma nova perspectiva, mais visual e talvez mais acessível.


Não é um livro para ser devorado, mas para ser sentido. E, quando a gente aceita esse ritmo, ele entrega algo bonito: um lembrete sutil da grandeza das pequenas coisas, um voo de pássaro, o movimento da água, a vida acontecendo nos detalhes.

No fim, Rios de Estórias não conta apenas histórias. Ele faz a gente parar para ouvir o que já está sendo contado o tempo todo, lá fora.

Disponível na loja virtual da Global Editora, na Amazon e em diversas livrarias.
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Qual foi o último livro que te fez parar e simplesmente contemplar a leitura?
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Título: O Filho Perfeito
Autor(a): Freida McFadden
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2025
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Sinopse: Erika Cass tem um marido perfeito. Uma vida perfeita. Até que, em uma noite tranquila, dois policiais batem à sua porta.

“Gostaríamos de fazer algumas perguntas ao seu filho sobre a garota que desapareceu hoje de manhã.”

Uma adolescente sumiu do bairro pacato onde moram, e a polícia suspeita do pior. O filho mais velho de Erika, Liam, foi a última pessoa a vê-la com vida. Erika sempre percebeu algo... diferente em Liam. Ele pode ser lindo, carismático e inteligente, mas coração de mãe não se engana. Ela sabe que há algo perverso em seu filho preferido, algo muito além das aparências.

Mais que tudo, Erika quer acreditar na inocência dele. Porém, conforme as evidências se somam, fica impossível ignorar que Liam pode ter feito algo impensável.


Erika Cass leva uma vida aparentemente tranquila ao lado do marido e dos filhos, até que o desaparecimento de uma adolescente faz com que a polícia volte suas atenções para Liam, seu filho mais velho. A partir daí, a autora constrói uma trama cheia de dúvidas e tensão, explorando um dos maiores dilemas que uma mãe pode enfrentar: até onde vai a confiança em um filho quando as evidências parecem apontar para algo terrível?

Ao longo da narrativa, acompanhamos os conflitos de Erika enquanto ela tenta conciliar o amor materno com suspeitas que se tornam cada vez mais difíceis de ignorar. A história brinca com as aparências, o que me fez questionar constantemente quem estava dizendo a verdade.

Como acontece nos outros livros da Freida, a leitura é extremamente fluida e envolvente. A escrita simples e dinâmica faz com que as páginas passem rapidamente, mantendo a curiosidade sempre acesa. Confesso que o final não me surpreendeu tanto quanto eu esperava, mas ainda assim achei que foi um ótimo desfecho para a história e combinou com tudo o que foi construído ao longo do livro.

Se você gosta de thrillers psicológicos com tensão crescente, segredos familiares e personagens que desafiam nossas certezas, O Filho Perfeito é uma ótima escolha.

Qual foi a última leitura que vocês não conseguiram largar?
Beijos!
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Título: A Última Mentira que Contei
Autor(a): Riley Sager
Editora: Gutenberg
Páginas: 434
Ano: 2019
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Sinopse: Há quinze anos, quatro garotas foram passar as férias em um acampamento de verão. Apenas uma delas voltou para casa.

Duas verdades e uma mentira. Quem seria capaz de descobrir qual era a mentira? Era essa a brincadeira que as garotas Vivian, Natalie, Allison e Emma faziam em sua minúscula cabana no Acampamento Nightingale. Mas a diversão chegou ao fim quando Emma, ainda meio dormindo, viu as outras saírem da cabana na calada da noite. Essa foi última vez em que ela, ou qualquer outra pessoa, teve notícia das amigas.

Quinze anos depois, Emma é convidada a voltar ao acampamento, que seria reaberto pela primeira vez desde a tragédia. Ela vê nisso uma oportunidade de tentar descobrir o que realmente aconteceu com as três garotas.

Em meio a rostos conhecidos, cabanas inalteradas e o mesmo lago escuro, objeto de tantas histórias e lendas, ela começa a encontrar misteriosas pistas deixadas por Vivian, mensagens sobre as obscuras origens do acampamento e sua possível relação com os desaparecimentos.

Com o passar dos dias, Emma investiga as mentiras do passado e enfrenta ameaças no presente. Quanto mais se aproxima da verdade, mais ela percebe que desvendar esse mistério pode custar sua própria vida.


Quinze anos após o desaparecimento de três garotas em um acampamento de verão, Emma retorna ao local onde tudo aconteceu. O Acampamento Nightingale está prestes a reabrir suas portas, e ela enxerga nessa volta a oportunidade perfeita para finalmente descobrir o que aconteceu naquela noite que mudou sua vida para sempre. Entre lembranças dolorosas, segredos enterrados e novas pistas surgindo a cada dia, Emma se vê envolvida em uma investigação que conecta o passado sombrio do acampamento ao perigo que ainda ronda suas margens.

Depois de me apaixonar pela escrita do Riley Sager em O Ma4sacre da Família Hope, decidi que tinha uma missão pessoal: ler todos os livros do autor. E foi assim que cheguei a A Última Mentira que Contei.

Preciso admitir que o começo foi um pouco mais lento do que eu esperava. A trama leva um tempo para engrenar e, em alguns momentos, senti que a história demorava para entregar respostas. Mas, conforme os mistérios começam a se acumular, a leitura ganha ritmo e fica cada vez mais difícil largar o livro.

A Emma também me deixou irritada em alguns momentos com algumas de suas decisões, o que acabou afetando um pouco minha experiência. Além disso, senti que algumas pontas ficaram soltas ao final da trama. Ainda assim, Riley continua demonstrando sua habilidade em construir atmosferas inquietantes e me manter desconfiando de tudo e de todos.

Não foi meu favorito do autor até agora, mas continua sendo uma leitura envolvente para quem gosta de suspense com segredos do passado, desaparecimentos misteriosos e reviravoltas. Para os fãs de Riley Sager, eu recomendo a leitura.

Vocês já leram algum livro do Riley Sager? Qual foi o favorito?
Beijos!
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Título: O Namorado
Autor(a): Freida McFadden
Editora: Record
Páginas: 350
Ano: 2025
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Sinopse: Como grande parte das mulheres solteiras de Nova York, Sydney Shaw não tem muita sorte com os homens da cidade. Ela já viu de tudo: homens que mentem na cara dura em aplicativos de relacionamento e usam fotos indiscutivelmente fakes, caras que deixam a conta do jantar para a acompanhante e, o pior tipo, aqueles que só falam da própria mãe. Mas, depois de muitos encontros desastrosos, ela acha que finalmente encontrou O Cara.

Seu novo namorado é perfeito: charmoso, inteligente, lindo e, além de tudo, é um médico bem-sucedido. Ele só tem um defeito: é um pouco avesso a relacionamentos; e por isso Sydney ainda não o apresentou aos seus amigos mais íntimos. Amigos esses que estão sofrendo a perda de Bonnie, uma amiga que foi brutalmente assassinada no próprio apartamento. E o principal suspeito do crime é o homem misterioso com quem ela andava saindo, mas a polícia não consegue encontrá-lo.

Até que um caso do passado, envolvendo o assassinato de outra mulher, aponta para o mesmo suspeito. Será que existe um serial killer à solta em Nova York? Um homem sombrio que seduz suas vítimas e depois as mata de forma violenta?

Sydney acredita estar segura. Afinal, está namorando o homem dos seus sonhos. Só que talvez ele não seja tão perfeito quanto parece. Além disso, algo lhe diz que há alguém à espreita, vigiando todos os seus passos, e Sydney não consegue se livrar da sensação de que, se a polícia não prender o assassino logo, ela pode ser a próxima vítima.

Uma história sombria sobre obsessão e as coisas que fazemos por amor. A autora best-seller do New York Times, Freida McFadden, prova que crimes passionais são os mais sangrentos.


Em O Namorado, Freida nos leva para uma Nova York onde encontrar alguém confiável parece quase impossível. Sydney Shaw está cansada de encontros frustrantes e acredita ter finalmente encontrado o homem ideal: bonito, inteligente, bem-sucedido e aparentemente tudo o que ela sempre procurou. Mas, aos poucos, o que parecia ser um conto de fadas moderno dá lugar a uma atmosfera de tensão, mistério e desconfiança.

A escrita da autora continua sendo um dos seus maiores pontos fortes. Os capítulos curtos tornam a leitura extremamente rápida e viciante. Além disso, a construção do quebra-cabeça entre passado e presente me manteve completamente envolvida, tentando encaixar cada peça e descobrir o que realmente estava acontecendo.

Sydney, por outro lado, não foi uma protagonista fácil para mim. Em diversos momentos fiquei frustrada ao vê-la ignorar sinais de alerta e situações que pareciam óbvias para quem estava lendo. Ainda assim, isso não diminuiu minha curiosidade para descobrir onde a trama iria chegar.

E quando achei que tinha entendido tudo, Freida fez o que sabe fazer melhor: me surpreendeu. Eu não imaginei o desfecho e fui pega de surpresa pelo plot twist, que conseguiu mudar completamente minha percepção da história.

Apesar disso, o final não funcionou tão bem para mim. Depois de toda a tensão e das revelações, senti que o encerramento deixou a desejar e terminei a leitura com uma certa frustração.

No geral, O Namorado entrega suspense, reviravoltas e uma leitura extremamente fluida. Mesmo com algumas ressalvas, foi mais uma prova de que a autora sabe exatamente como prender o leitor e fazê-lo duvidar de tudo até a última página.

Já leram O Namorado? Quero saber: o final funcionou para vocês ou também deixou um gostinho de frustração?
Beijos!
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About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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