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Título: Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Ano: 2026
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Sinopse: Depois de um plantão exaustivo, Zara atravessa a Cidade Velha durante o carnaval acreditando que a festa é apenas excesso e barulho. Engolida por um bloco fechado demais para permitir saída, ela começa a perceber um padrão inquietante: pessoas caem, mãos surgem para “ajudar”, e alguns simplesmente desaparecem.

Quando acorda no hospital onde trabalha, ferida e sem voz, tudo é tratado como mais um caso de mal-estar carnavalesco. Mas uma imagem na televisão revela que no final, atrás do trio elétrico, e do Bloco Deixa que eu levo, só não vai quem já morreu.


No meio da folia, nem todo grito é de alegria...

Em Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, Ellen transforma o caos carnavalesco em um cenário perfeito para o desconforto crescer aos poucos. A escrita é tão imersiva que eu me senti ao lado da Zara, sendo empurrada no meio do bloquinho, sem entender para onde estava indo, cercada por pessoas passando mal, sumindo, sendo levadas por mãos que talvez não estivessem ali para ajudar.

A tensão é sutil no começo, quase imperceptível, até virar aquele arrepio de “tem algo muito errado acontecendo”, e quando percebi, já está completamente envolvida.

É um conto curto, intenso e perfeito para quem ama histórias que causam estranhamento, inquietação e aquele choque final que fica ecoando na cabeça depois da última página.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited, recomendo muito para ler nesse Carnaval!

Agora me conta: você teria coragem de seguir um bloco onde algumas pessoas entram… e nunca mais voltam?
Beijos!
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Título: A Casa Dentro da Casa
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Páginas: 49
Ano: 2025
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Sinopse: Após perder a esposa e a filha em um acidente do qual é o único sobrevivente, Augusto Nogueira compra uma casa antiga na Cidade Velha, em Belém, em busca de um lugar que não lhe exija explicações. Durante a adaptação ao imóvel, ele descobre que há outra casa preservada em seu interior, um erro estrutural mantido por reformas sucessivas.
Sem tentar corrigir a anomalia, Augusto passa a reorganizar sua rotina em torno desse espaço interno. O luto se manifesta em gestos mínimos, escolhas adiadas e adaptações silenciosas, enquanto a memória se incorpora ao corpo e ao hábito.



Em A Casa Dentro da Casa, Ellen transforma o luto em arquitetura emocional. A partir de uma descoberta inesperada em uma casa antiga, acompanhamos um homem que passa a reorganizar sua vida em torno desse espaço escondido.

Que eu amo a escrita da Ellen não é novidade, mas esse conto é diferente de tudo que já li dela. Ele causa um certo incômodo, não ruim, mas profundo. É pessoal, íntimo, delicado. Aos poucos, fui sendo conduzida para essa casa de dentro… e ali permaneci.

Cada gesto cotidiano carrega ausência. Cada adaptação revela saudade. O luto não é explicado, ele é vivido no corpo, na rotina, nos silêncios. A memória se transforma em espaço, em hábito, em presença invisível.

É um conto sobre perda, mas também sobre como seguimos existindo depois dela. Sobre os lugares que criamos para guardar quem amamos. Sobre as casas que construímos dentro de nós para aquilo que não sabemos deixar partir.

Sensível, estranhamente acolhedor e profundamente humano.

Uma leitura que permanece, como aquela casa dentro da casa.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited!

Você conseguiria entrar nessa casa… ou teria medo do que encontraria?
Beijos!
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Título: O Silêncio da Noite Feliz
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Páginas: 51
Ano: 2025
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Sinopse: No coração do Ver-o-Peso, em Belém, há um prédio que nunca fecha de verdade.
Todo dezembro, alguém promete ficar só mais um pouco no Mercado de Carne, e não volta.
Enquanto a cidade segue em festa, o mercado aprende a esperar. E o que ele cobra não é fé, nem coragem.
É permanência.


Nada melhor do que ler um conto de Natal na véspera… mesmo quando esse Natal vem carregado de desconforto.
Aqui, acompanhamos Lia, uma jornalista que vai ao Ver-o-Peso para fazer uma reportagem sobre o Natal. Mas o que realmente a move é o contraste: o outro lado da rua, onde o silêncio é regra para não espantar a clientela.

O problema é que Lia quer ir além. E sua curiosidade acaba “cansando” o lugar.

Ellen tem um talento incrível para transformar o simples em horror, e faz isso sem exageros, apenas deixando o ambiente falar. Mais do que assustar, o conto provoca: fala sobre silêncios convenientes, sobre pessoas esquecidas para que a festa continue sem incômodos.

É um conto curto, de leitura ágil, com uma atmosfera incômoda que permanece mesmo depois da última linha. Um Natal estranho, silencioso e impossível de esquecer.

Quantas ausências cabem em um Natal feliz?
Beijos!
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Título: Luzes Vermelhas Sobre Covas Rasas
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Páginas: 35
Ano: 2025
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Existem histórias natalinas que aquecem o coração. Esta faz o contrário: arrepia.
Em Luzes Vermelhas Sobre Covas Rasas, Ellen transforma a inauguração da árvore de Natal da Praça da República, em Belém, em um espetáculo aterrorizante. A floresta de luzes vermelhas pulsa como algo vivo.

Acompanhamos Alice, fotógrafa contratada para registrar o evento, que lentamente descobre que aquela praça guarda um passado enterrado, literalmente. Construída sobre um antigo cemitério de pobres e escravizados, a praça nunca esqueceu seus mortos, e agora que a cidade reacendeu suas luzes, eles querem companhia.

Sou fã da escrita da Ellen e, mais uma vez, ela me surpreendeu. Sua narrativa é envolvente, com descrições tão sensoriais que fazem a gente olhar para árvores natalinas de outro jeito. A atmosfera criada é inquietante: é impossível ler sem sentir aquela dúvida incômoda, como Alice, tentando discernir o que é imaginação e o que é real.

A criatividade do enredo, somada ao desconforto crescente, faz com que o conto seja devorado em poucos minutos, e ainda assim permaneça na cabeça por muito tempo. Um terror urbano sutil, inteligente e profundamente simbólico.

Para quem gosta de Natal sombrio, lendas urbanas e histórias que mexem com a memória das cidades, é leitura imperdível.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited!

Você teria coragem de se aproximar dessa árvore quando as luzes começassem a pulsar?
Beijos!
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Título: A Assombração do Palacete Aragão
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Páginas: 145
Ano: 2025
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Ellen Reys entrega uma história envolvente, atmosférica e perfeita para quem quer se aventurar no terror nacional sem mergulhar de cabeça no gore ou no horror mais pesado. Aqui, o medo é mais psicológico, mais silencioso e, justamente por isso, mais inquietante.

O Palacete Aragão, quase um personagem por si só, é um casarão que Belém preferiu esquecer, até que um grupo de jovens curiosos decide explorar as visagens que o cercam. Eloyse, Endryo, Duda, Felipinho e Vivi formam um quinteto que me conquistou pela amizade sincera: apoio, medo compartilhado, afeto e aquele humor necessário nas horas mais tensas. É impossível não se envolver com a dinâmica deles. E, claro… Curuca, o melhor gato literário de todos os tempos, rouba a cena.


O que mais me encantou é como a autora trabalha o terror: o verdadeiro mal não é sobrenatural, e sim humano. Ganância, poder e silêncio são forças tão assombrosas quanto qualquer fantasma. E Ellen costura isso de um jeito sensível e inquietante. Maria Laura, a presença que nunca deixou o palacete, é o elo entre passado e presente, lembrando que algumas verdades simplesmente não podem ser enterradas.

A narrativa é ágil, a tensão é bem dosada e o desenrolar do mistério prende do início ao fim. Quando a própria casa parece querer falar, você já está completamente entregue à história.

Uma leitura juvenil envolvente, acessível para iniciantes no gênero e irresistível para quem ama um bom suspense nacional com camadas sociais e um toque sobrenatural.

Disponível na Amazon e Kindle Unlimited.

Gostam de histórias assim? Me conta.
Beijos!
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Título: A Menina do Passo Errado
Autor(a): Ellen Reys
Editora: Boteco Editorial
Páginas: 24
Ano: 2025
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Em São Cipriano dos Ventos, o vento nunca para. Ele atravessa as ruas estreitas, levanta poeira, leva segredos e traz de volta uma cantiga antiga, dessas que grudam na mente e arrepiam a pele. No pátio de uma escola abandonada, uma amarelinha de nove casas insiste em aparecer, mesmo quando tentam apagá-la. Só que a última casa não é um quadrado, nem um círculo. É um olho. E ele está sempre aberto.

Ellen tem esse dom de transformar o cotidiano em algo profundamente inquietante. A escrita dela é leve e envolvente, mas cada frase carrega uma tensão silenciosa, como se algo (ou alguém) observasse enquanto a gente lê. É impossível não se deixar levar por essa atmosfera quase folclórica, que mistura o místico com o medo infantil de ouvir um sussurro onde não deveria haver ninguém.


A Menina do Passo Errado é um conto curto, mas intenso. Ele te prende desde a primeira linha e deixa aquele silêncio pesado quando termina, o tipo de história que fica rondando a mente por dias. Ellen constrói um terror que não depende de sustos, mas da sensação de que tem algo errado e você não consegue desviar o olhar.

Depois dessa leitura, eu nunca mais vou ver uma amarelinha do mesmo jeito.
E você... vai arriscar o passo errado?
Vamos brincar?
Beijos!
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A Blogueira:


About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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