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1 - Como você percebeu que queria ser escritor(a)?
Eu escrevo já há um bom tempo, comecei escrevendo em blogs lá para 2011 e em 2012 no 1º Ano do Ensino Médio em um trabalho de Trovadorismo tive que escrever uma Novela de Cavalaria e um amigo meu leu e disse que eu levava jeito, se passaram 9 anos desde então e eu estou tentando a sorte.

2 - Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Não sei se tenho algum personagem favorito, mas olhando para a estante ao meu lado consigo pensar em alguns nomes que me marcaram durante a minha trajetória como leitor: Arthur, o rei Arthur; já li das novelas de cavalaria da Idade Média até a trilogia consagrada do Bernard Cornwell e estou para ler a nova releitura "O Jovem Rei" das autoras Thai Hossmann e Becca Stupello; Gregor Samsa de "A Metamorfose" do Franz Kafka; Stevens, narrador do livro "Vestígios do Dia" do ganhador do Nobel, Kazuo Ishiguro e o Toru Okada de "A Crônica do Pássaro de Corda" do Haruki Murakami. Todos esses personagens são de livros emblemáticos que me marcaram quando li e continuam sendo importantes até hoje, é difícil escolher entre eles.

3 - Como foi para você entrar no mundo literário?
Num geral, torturante, mas fiz amizades incríveis nesse meio e é uma experiência incrível crescer junto com elas.

4 - Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Sim e acabo pegando muito de uma influência do cotidiano, meu primeiro livro "Os Últimos de Gaia" comecei a pesquisar e escrever os rascunhos em 2015, terminei em 2016 e comecei a reescrever até terminá-lo e lançá-lo em 2017, a vontade no entanto era de pegar para reescrever o livro e lançar uma nova edição melhorada (sem tirar a essência da história original, claro). Meus projetos atuais, acabei pesquisando muito sobre os assuntos e o arquivo que tenho aberto agora para escrever sobre estou lendo 3 dissertações de mestrado.

5 - Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
Não que eu tenha muitos, né, mas todos que leram algo que eu escrevi sempre foram muito carinhosos e sempre me deram todo o apoio do mundo e de alguma forma demonstram interesse em obras futuras.

6 - Fale um pouco sobre sua forma de criação... Possui alguma mania na hora de escrever?
Eu escrevo melhor de madrugada, mas nos últimos anos venho tendo que escrever de dia, para poemas eu escrevo primeiro num caderninho e passo para o celular ou notebook, para prosa eu gosto de colocar para tocar alguma playlist - normalmente instrumental, ouvi muito ano passado a playlist do Estúdio Ghibli - e tento focar em escrever cada parágrafo de uma vez, mas sempre acabo indo e voltando e sempre que termino de escrever uma primeira vez, começo a reescrever do zero.

7 - Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Diria que eu tenho 3 projetos, os poemas que venho escrevendo e juntando há um tempo, uma hora sai uma coletânea. O segundo é um romance sáfico que é uma ideia que eu tenho desde 2019, durante o início da quarentena ano passado eu acabei terminando ele entre abril e agosto, comecei a reescrever em novembro, deixei ele na geladeira um tempo e pretendo finalizá-lo (ao menos essa segunda versão) até maio. O terceiro, ainda não saiu da cabeça, mas a meta é escrever e deixar tudo pronto até junho. Os nomes até o momento: "Não Tente Esquecer" e "Kazuo Sem Espaço no Entrelugar".

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Sou só alguém que escreve algumas coisas, não tenho nada de especial, mas quem sabe algo que eu escreva possa te tocar, sempre é uma boa ideia dar uma chance.

Sobre suas obras:


Sinopse: Os últimos de Gaia surgiram em uma época atípica e vivenciaram o terror desde a infância. Em um futuro mutilado pelo nosso presente, o foco é dado em Áurea e Otto, este que não sabendo lidar com as suas escolhas, cai em um abismo onde se encontra frente ao seu último capítulo: um planeta à beira da morte que precisa ser sacrificado para o nascimento de um novo mundo.
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Sinopse: "dia após dia
evitando a poesia
a culpa deve ser do sol
queimando a minha alma
nada mais me acalma
eu sou pura desarmonia
um ser desafinado
nenhum verso que eu escreva
esconderá minha poesia mutilada
multilados
um lado é melancolia
o outro é um espelho"
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Sinopse: Um conjunto de poemas desastrados que não tiveram sorte ao nascer, nasceram meus e por isso fadados ao esquecimento. Uma coleção em cinco partes de críticas, de lamentações, tristezas mal resolvidas e tentativas de sonetos e haikais.
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Sinopse: Coletânea de haikais escritos durante o outono de 2017 e o verão de 2018.
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Sinopse: Nos 112 anos da imigração japonesa, “A Reunião da Minoria Modelo” é um conto feito para questionar o privilégio e o mito da minoria modelo, isto é, descendentes de japoneses. Explorar sua relação com descendentes de outros países asiáticos, como a Coreia e a China, e da necessidade de organização em um contexto de luta antirracista.
O conto "Amar Amarelo" é uma quase-história de amor em tempos de pandemia e o terceiro e último conto "O Forasteiro" um western. Para finalizar o livro, haikais, microcontos e prosinhas.
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Sobre o autor:


Gabriel Yukio Goto nasceu em 1997 em Yachiyo, na província de Chiba no Japão. Veio aos 2 anos para o Brasil onde cresceu. Em 2017 lançou o seu primeiro livro, a distopia "Os Últimos de Gaia" pela editora Pendragon, no mesmo ano ganhou o Wattys na categoria "Grandes Descobertas" pela sua coletânea de poemas "Um Abismo Atrai o Outro" que viria a ser lançada em formato físico em 2019 pela mesma editora. Formou-se em 2018 em Letras e atua como professor desde 2019 e foi aprovado para começar o Mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal do Amazonas. Tem uma coletânea de haikais "Chuva de Outono" e uma outra de poemas "Poesia Desastrada", além de "A Reunião da Minoria Modelo" que conta com 3 contos e outros textos curtos que falam sobre a vivência de um descendente de asiáticos num país como o Brasil.

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Beijos!
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Título: Um Abismo Atrai o Outro
Autor(a): Gabriel Yukio Goto
Editora: Pendragon
Páginas: 82
Gênero: Literatura Brasileira / Poemas, poesias
Ano: 2019
Skoob
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Sinopse: Os poemas de Um abismo atrai o outro atraem pela espontaneidade. As formas ocupam lugar secundário, estando presentes em pontos específicos para embelezar a brincadeira, mas de modo algum ditando as regras. Ninguém se deve deixar enganar pela singeleza dos versos, porém. Onde é maior a singeleza, mais crua é a sinceridade, e por isso mesmo nos afeta de surpresa. As profundezas em que o autor nos incita a mergulhar são as de sua própria alma. O leitor atento percebe que se trata de um abismo cavado a dentes trincados, com a pá furando camada atrás de camada de terra até encontrar o lençol freático onde ele, leitor, pode enxergar o próprio reflexo com nitidez assustadora. Talvez seja por isso que, nas palavras de Nietzsche, “se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você”. É Narciso que te olha lá de baixo. A identificação é inevitável. E, como a chave para curar Narciso é justamente encontrar seu eco na individualidade do outro, Um abismo atrai o outro carrega, sem dúvida, as propriedades terapêuticas da Arte.


Hey gente, tudo bem?
Cada dia que passa me sinto mais fascinada por poemas e poesias, então hoje trouxe a resenha de Um Abismo Atrai o Outro, uma obra nacional de alta qualidade. Vamos lá:


Uma leitura profunda dividida em três partes, que me fez refletir muito, e sentir um universo inteiro de emoções. O autor possui uma escrita única, que ao mesmo tempo consegue ser leve e profunda. A segunda parte foi a que mais me tocou, um ar mais obscuro que nos faz ir de encontro com nossa alma. 


Os poemas são curtos, li em uma tarde de chuva com uma xícara de café na mão; essa obra me ensinou a lidar com meus próprios abismos, e a ver que lá de cima ainda há esperança de dias melhores.
Esse livro me deixa sem palavras, e é isso que vou apresentar hoje, uma resenha curta, mas cheia de sentimentos. Apenas leiam, sendo ou não fã de poemas. Eu já estou louca para reler. 

A edição está linda, fazendo jus à obra.
Beijos!
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A Blogueira:


About Amalie

Sou a Aline Goettems Picoli, mas pode me chamar de Line. Gaúcha, leitora compulsiva e viciada em séries, filmes e jogos (sim, Far Cry 4 ainda é um xodó). Autora de contos de terror e suspense e organizadora da antologia O Lado Sombrio do Folclore. O Lost Words é meu refúgio, um lugar onde divido minhas histórias, paixões e um pedacinho de mim com o mundo. Seja bem-vindo(a)!


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